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GATE recebe novos equipamentos para operações de alto risco
Quarta-Feira, 05 de Março de 2003



O GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais) passou a ter acesso à tecnologia avançada e equipamentos de última geração (que só existiam em países desenvolvidos). A Secretaria de Segurança Pública investiu cerca de R$ 1 milhão na compra de diversos equipamentos especiais, que serão aplicados em operações de resgate de reféns, ocorrências com explosivos e ameaças de bomba.

Daqui por diante, o GATE (tropa da Polícia Militar subordinada ao 3o Batalhão de Polícia de Choque) não deve nada em termos de tecnologia para a polícia de outros países. “Estamos em uma condição de igualdade com qualquer esquadrão de Primeiro Mundo, tanto na qualidade do serviço como na segurança do operador”, disse Diógenes Dalle Lucca, Capitão do GATE.

As novas ferramentas
Os novos equipamentos demonstram como a tecnologia pode otimizar o serviço de alto risco feito pelos policiais do GATE. A grande novidade é um robô (na foto acima), que vai substituir os homens na remoção de artefatos suspeitos. Por meio desse novo equipamento, será possível desativar uma bomba à distância, evitando que o policial corra risco de morte. O robô (que possui 4 câmeras) é manipulado por controle remoto através de um lap top. “Desse modo, poderemos fazer um estudo do artefato, sem se aproximar da zona de risco”, garante o Cap. Lucca.

“A operação policial é como um centro cirúrgico. Precisamos de vários subsídios para a realização do trabalho”, afirma Lucca. Por isso, nada melhor do que o Kit de Remoção de Explosivos. Composto por ferramentas de última geração, ele é para manipulação de artefatos explosivos. Durante a operação, a remoção do explosivo é feita por meio de roldanas, para que a desativação seja realizada à uma distância segura.

O Aparelho de Raio-X permite a visualização de objetos suspeitos dentro de pacotes ou valises (entre outras coisas). O Canhão Disruptor é utilizado para desmantelar cargas explosivas, evitando explosões. E a Roupa Antifragmentação foi desenvolvida especialmente para suportar impactos de até 1,2 quilos de explosivos. “A roupa vem com um Kit de Refrigeração, com água mineral, que faz o policial agüentar mais tempo o peso de quase 30 quilos”, disse o capitão.

O Manipulador Robótico de Explosivos também serve para a remoção de artefatos suspeitos, principalmente quando estes se encontram em locais de difícil acesso. Segundo Lucca, “esse braço eletromêcanico permite a remoção de objetos em pontos mais altos como, por exemplo, uma granada num barranco”.

Mais novidades
As inovações não param por aí: além de um Detector de Carta-Bomba, o GATE também recebeu um Kit de Negociação, que vai auxiliar a equipe tática em ocorrências envolvendo reféns. Através de uma microcâmera com áudio, as imagens são mostradas em tempo real, oferecendo detalhes ao gerente da operação.

“Nós não tínhamos segurança nenhuma e nos arriscávamos demais. Com esses novos equipamentos, houve uma revolução no GATE”, disse o Sargento Cássio Nei de Oliveira Miranda, da Equipe Tática do Grupo. Ele conta que durante uma operação, o negociador e o marginal são monitorados a todo momento pela microcâmera do Kit. “Tudo é gravado para a equipe: se o criminoso está exaltado, o tipo de roupa e até de armamento usado”, conta o Sargento Miranda.

O Sargento Cássio Natalino Borges, da Equipe de Negociação, resume qual será a conseqüência do investimento da Secretaria de Segurança Pública em tecnologia: “O objetivo principal é salvar vidas, seja da polícia ou do marginal. Além de sempre aplicar a lei e restabelecer a ordem pública”.