Make your own free website on Tripod.com
                                                      

Polícia Científica investe em tecnologia de ponta

Sexta-Feira, 17 de Junho de 2005


 A Superintendência da Polícia Técnico-Científica de São Paulo desenvolveu maletas com kits de levantamento de evidências e ferramentas de trabalho com tecnologia de ponta para o Instituto de Criminalística e para o Instituto Médico Legal. São mais de 500 maletas que serão distribuídas para os núcleos da Capital, Interior e Grande São Paulo, divididas em três tipos. Duas para uso de peritos do Instituto de Criminalística (IC) e uma para o Instituto Médico Legal (IML).

As maletas da perícia contêm o material que o perito vai utilizar numa cena de crime, para o levantamento de impressões digitais, fluidos do corpo humano e coleta de provas. Elas contêm, além dos instrumentos padrão, algumas ferramentas de ponta trazidas de empresas do Canadá e dos Estados Unidos.

“A gente tem o material, só que as maletas eram preparadas individualmente, cada um preparava a sua. Agora padronizamos e colocamos complementos que até então não existiam, como o Cianocrilato. É para tornar mais prático, agilizar procedimento” – explicou o Celso Perioli, Coordenador da Superintendência da Polícia Técnico-Científica do Estado de São Paulo.

Inovações

Uma das novidades é o Cianocromato, uma espécie de bastão super-aquecedor, que pulveriza o elemento químico Cianocromato no ambiente e libera muito vapor, evidenciando impressões digitais.

Além do Cianocromato, há duas lanternas especiais, uma multi-spectral e uma de raios UV – que traz um filtro embutido –, que permitem ao perito enxergar com maior facilidade as impressões digitais nas cenas de crime. A lanterna multi-spectral tem um canhão de luz que varia o comprimento de onda desde a luz branca até a luz amarela e a ultravioleta.

Por fim, a maior novidade é um reagente químico denominado Luminol, que reage com fluidos corporais e os torna azul-esverdeados na presença de luz ultravioleta ou multi-spectral, exatamente como nos filmes. Por exemplo, mesmo se um criminoso lavou um local onde havia sangue, o Luminol mostra os traços da substância.

Além das novidades, as maletas da perícia contém fitas de isolamento do local do crime, esparadrapos, uma série de pós especiais para impressões digitais, pincéis especiais de fibra de vidro e pêlo de marta, sprays reagentes para detectar maconha e cocaína, entre outros utensílios. Uma das maletas, que tem a palavra “perícia” escrita em alto relevo e caixa alta no seu exterior, será entregue para todos os núcleos e equipes, duas para cada unidade. A outra maleta, mais elaborada, com a lanterna UV, será entregue apenas para os núcleos, que disporão de três maletas contando com a primeira.

De acordo com Perioli, foram preparadas 250 maletas de perícia, que aguardam a chegada de produtos importados e devem ser distribuídas até o final de julho.

IML

As maletas do IML contém instrumentos cirúrgicos descartáveis e outros equipamentos para a necropsia. Dentre os instrumentos, destacam-se martelos, serrotes, pinças, bisturis, facas, tesouras, peneiras para fragmentos de projeteis que são tirados de dentro do corpo e máscaras de carvão ativado para trabalhar com cadáveres em decomposição.

Ao todo, as maletas do IML somam 200, e já estão sendo entregues uma para cada núcleo do estado. Ao contrário do IC, o IML não utilizará as maletas para trabalho de campo, mas dentro dos núcleos.

Juntamente com as maletas vai ser proposto um curso de treinamento de pessoal para a sua utilização. Além delas, os núcleos e as unidades que lidam com crimes contra a pessoas vão receber equipamentos suplementares conforme a necessidade.

“O objetivo é proporcionar aos colegas mais equipamentos para poder aperfeiçoar o levantamento de uma cena de crime”, assinala Perioli.


Gustavo Angimahtz